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Política

Lara Resende nega conversa com Lula sobre proposta econômica

Economista afirma que não teve contato com o presidente; declarações sobre sua proposta para juros e política fiscal provocaram reações no mercado e no governo

Por Ana PaulaPublicado em 06/11/2026, 13:40Atualizado em 06/11/2026, 13:40

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Lara Resende nega conversa com Lula sobre proposta econômica
(Geraldo Magela / Agência Senado)

O economista André Lara Resende afirmou que não conversou com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) sobre propostas econômicas e que não tem nenhum encontro agendado com o chefe do Executivo. A declaração ocorre após informações sobre uma possível reunião entre os dois provocarem repercussão no mercado financeiro e no governo federal.

“Eu não falei com o presidente Lula, não tenho nem tive contato com ele, assim como não tenho nada marcado”, afirmou Resende. O economista também disse que não pretende assumir um cargo no governo e classificou a notícia sobre o encontro como uma tentativa de prejudicar sua proposta ou outras pessoas envolvidas no debate.

O nome de Lara Resende ganhou destaque após a ex-ministra Gleisi Hoffmann (PT) elogiar um artigo publicado por ele. No texto, o economista propõe a criação de um Conselho Fiscal e Monetário Nacional (CFMN), responsável por estabelecer metas conjuntas para as políticas fiscal e monetária em um horizonte de quatro a cinco anos.

Um dos pontos mais controversos da proposta prevê que o Banco Central mantenha a taxa básica de juros em uma faixa entre 3% e aproximadamente 5,5% ao ano. A Selic só poderia permanecer fora desse intervalo em situações excepcionais autorizadas pelo conselho. Atualmente, a taxa está em 13,75%, após decisão do Comitê de Política Monetária (Copom) em 4 de novembro.

Resende argumenta que o custo dos juros sobre a dívida pública é um dos principais fatores por trás do déficit fiscal brasileiro. Ele afirma, porém, que sua proposta não ignora problemas relacionados aos gastos públicos e à tributação. A avaliação contrasta com a posição de parte do mercado financeiro: o economista José Júlio Senna, ex-diretor do Banco Central, contestou as teses apresentadas e afirmou não concordar com os pontos do artigo.

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