Marinho mira Alcolumbre na disputa pelo Senado e pede que aliados poupem Tereza Cristina
Líder da oposição lançou sua candidatura à presidência da Casa com críticas ao atual comandante do Senado e reafirmou aliança com a ex-ministra

O senador Rogério Marinho (PL-RN) oficializou sua candidatura à presidência do Senado, cuja eleição está prevista para 2 de fevereiro de 2027, e direcionou suas críticas ao atual presidente da Casa, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP). Durante o lançamento, Marinho também pediu a aliados que evitem ataques à senadora Tereza Cristina (PP-MS), que igualmente pretende disputar o comando do Legislativo.
Ao criticar Alcolumbre, o líder da oposição afirmou que o senador estaria oferecendo vantagens para conquistar apoio de outros parlamentares. “Ele [Alcolumbre] pode cooptar. Como? Com um sorriso bonito? Um abraço fraterno? Não. Com aquilo que ele não pode dizer: com verbas, com vantagens e com atalhos”, declarou Marinho. O atual presidente do Senado, por sua vez, já respondeu a críticas de adversários afirmando que há agentes políticos que tentam se eleger por meio de ataques ao comando do Legislativo.
A disputa entre os dois parlamentares envolve divergências sobre a condução da pauta do Senado e a resistência de Alcolumbre em dar andamento a pedidos de impeachment de ministros do Supremo Tribunal Federal (STF). Marinho também critica a atuação do presidente da Casa em relação a pautas de interesse do governo Luiz Inácio Lula da Silva (PT).
Apesar de Tereza Cristina ser outra candidata à presidência do Senado, Marinho afirmou que os dois estão alinhados e que um poderá retirar sua candidatura em favor do outro. “No momento oportuno, pelo nosso acerto, nós vamos convergir. Até porque nós estamos no mesmo lado, defendemos as mesmas coisas e as mesmas bandeiras e acreditamos que é necessário que haja uma mudança na presidência do Congresso Nacional”, afirmou.
Enquanto aliados de Alcolumbre dizem contar com apoio do MDB, do PSD e do governo Lula, Marinho busca reunir a bancada do PL, senadores do Novo e parlamentares insatisfeitos com a atual condução da Casa.
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