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Política

Mensagens mostram lobista orientando pagamentos que seriam destinados a Lulinha

Diálogos foram encontrados pela PF no celular de Roberta Luchsinger; defesa de Lulinha questiona autenticidade das mensagens

Por Ana PaulaPublicado em 24/09/2026, 21:10Atualizado em 24/09/2026, 21:10

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Mensagens mostram lobista orientando pagamentos que seriam destinados a Lulinha
(Reprodução / Instagram)

Mensagens encontradas pela Polícia Federal no celular da lobista Roberta Luchsinger mostram, segundo informações divulgadas pelo Metrópoles, orientações sobre pagamentos que seriam destinados a Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha, filho do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Os diálogos envolvem também o motorista Ulisses Barbosa Viana Junior e o ex-secretário de Saúde de Goiânia Quesede Ayres Henrique.

Em 29 de novembro de 2024, Roberta perguntou ao motorista “Cadê o dinheiro?” e, na sequência, afirmou: “Tem que levar lá no Fábio”. Ulisses respondeu que o dinheiro estava no porta-malas de um Volvo. Roberta então orientou: “Tenho almoço no Cidade Jardim. De lá, você pegará Uber, deixará grana no Fábio e pega outro carro”.

Outro diálogo, de 25 de julho de 2024, registra o envio do número “26.809” por Roberta, acompanhado da mensagem: “Tem que pagar mais isso para Fábio na TTW”. Depois, Ulisses encaminhou um comprovante de depósito de R$26.809 para a agência de viagens TTW Group. Em novembro daquele ano, Roberta também cobrou de Quesede um Pix de R$ 100 mil.

A defesa de Lulinha questionou a autenticidade das mensagens e afirmou que elas não constam nos autos dos inquéritos que tramitam no Supremo Tribunal Federal. O advogado Marco Aurélio de Carvalho declarou: “O Fábio nunca recebeu qualquer recurso de natureza ilícita e nós não sabemos nem sequer se o Fábio mencionado é o Fábio Luiz Lula da Silva, porque inclusive a Roberta, quando se refere a ele, geralmente o identifica”.

Lulinha é investigado pela PF em três inquéritos autorizados pelo STF. As apurações tratam de suspeitas de tráfico de influência e corrupção em favor de empresas junto ao governo federal. André Mendonça é relator de duas investigações e Flávio Dino, da terceira. Lulinha nega irregularidades.

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