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Brasil

Entidades repudiam abordagem a jornalista da Auri Verde Brasil durante transmissão ao vivo na Câmara

Entidades classificaram como injustificável a interrupção do trabalho de Déborah Sena, da Auri Verde Brasil, e cobrarão explicações da Câmara dos Deputados

Por Ana PaulaPublicado em 30/10/2026, 21:40Atualizado em 30/10/2026, 21:40

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Entidades repudiam abordagem a jornalista da Auri Verde Brasil durante transmissão ao vivo na Câmara
(Reprodução / Auri Verde Brasil)

O Sindicato dos Jornalistas Profissionais do Distrito Federal (SJPDF) e a Federação Nacional dos Jornalistas (Fenaj) divulgaram uma nota conjunta de repúdio à abordagem policial sofrida pela jornalista Déborah Sena, da AuriVerde Brasil, durante uma transmissão ao vivo na área externa da Câmara dos Deputados, nesta sexta-feira (30).

No comunicado, as entidades afirmaram que, embora procedimentos de identificação e segurança sejam legítimos, sua aplicação deve respeitar o exercício profissional da imprensa. A nota destaca que as abordagens precisam evitar “constrangimentos e interferências desnecessárias”.

O SJPDF e a Fenaj também consideraram “injustificável que uma transmissão jornalística seja prejudicada por uma abordagem de rotina sem demonstração de urgência”. Para as organizações, a segurança institucional não pode se sobrepor arbitrariamente à liberdade de imprensa e ao direito de informar.

As entidades informaram que cobrarão explicações da Câmara dos Deputados e providências para evitar que episódios semelhantes voltem a ocorrer.

A abordagem aconteceu enquanto Déborah realizava uma transmissão ao vivo na área externa do Anexo IV da Câmara. Segundo a jornalista, ela chegou ao local por volta das 8h30 e, aproximadamente às 11h, foi abordada por dois policiais legislativos. Um dos agentes questionou se ela tinha autorização para permanecer no espaço e cobrou o uso do crachá de identificação.

Déborah afirmou que pediu ao policial que aguardasse o encerramento da transmissão, mas não foi atendida. Ao relatar o episódio, disse que foi tratada “como se fosse uma delinquente” e que o agente inspecionou seus equipamentos e crachás.

A Câmara dos Deputados e o Departamento de Polícia Legislativa foram procurados para comentar o caso, mas não se manifestaram até o momento.

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