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Política

Lula quer condicionar distribuição de ministérios a apoio dos partidos no Congresso

Presidente pretende negociar diretamente com dirigentes partidários e vincular a participação no governo ao compromisso de apoiar a agenda legislativa do Planalto

Por Gabriela De ÂngeloPublicado em 05/11/2026, 13:45Atualizado em 05/11/2026, 13:45

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Lula quer condicionar distribuição de ministérios a apoio dos partidos no Congresso
(📸 Ricardo Stuckert / PR)

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) pretende mudar a estratégia de distribuição de cargos no governo e vincular as negociações com os partidos ao compromisso de apoio às propostas do Executivo no Congresso Nacional. A estratégia será diferente da adotada em 2022, quando parte dos ministérios foi negociada diretamente a partir de indicações de deputados e senadores. Desta vez, Lula pretende construir acordos com os dirigentes das legendas.

O presidente nacional do PT, Edinho Silva, já iniciou uma primeira rodada de conversas com partidos de direita e centro-esquerda. Entre as siglas procuradas estão PSB, PP, União Brasil, PSD e MDB. A sinalização do Palácio do Planalto é que a participação na administração federal deverá estar associada ao apoio à agenda legislativa do governo.

Em contrapartida, os partidos interessados em integrar a gestão querem ter participação na elaboração das diretrizes e políticas do Executivo. As legendas buscam espaço não apenas na ocupação de cargos, mas também nas decisões sobre os rumos do governo.

Uma das avaliações dentro das articulações é que, no mandato anterior, os acordos para garantir votações no Congresso ficaram concentrados principalmente na agenda econômica. Já os temas que provocavam divergências entre os integrantes da coalizão eram tratados por meio de negociações específicas. Também existem reclamações de partidos sobre a concentração de poder do PT nas decisões do governo.

Lula já indicou que pretende formar uma administração mais próxima do centro político, movimento que deverá influenciar a distribuição dos ministérios. Nesse processo, serão considerados o tamanho das bancadas, os apoios eleitorais e a atuação de cada partido no Congresso Nacional. O PSD, presidido por Gilberto Kassab, aparece entre as siglas que poderão ampliar sua participação no governo e conquistar ministérios de maior relevância, mesmo tendo mantido neutralidade durante a disputa presidencial.

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